Alerta vermelho na terra do Tio Sam?

Silicon Valley Bank (SVB), banco americano financiador de startups, quebrou. Fed cria programa de emergência.

 

O SVB era o banco preferido das startups e empresas de tecnologia, com mais de US$200 bilhões em depósitos.

Para atender às exigências regulatórias, o banco comprou títulos do governo, privados e hipotecas, optando por títulos de longo prazo com maior rendimento devido aos baixos juros nos EUA. Esses títulos foram contabilizados como mantidos até o vencimento, evitando variações de preços no balanço.

Com a alta de juros, o valor dos títulos caiu, mas o banco não refletiu isso em seus resultados, o que levantou questionamentos sobre sua saúde financeira.

Assim, em uma corrida de saques, o banco foi obrigado a vender parte de sua carteira de títulos com grande desconto.

“A carteira de títulos do SVB estava rendendo uma média de 1,79%, enquanto o rendimento atual do Tesouro de 10 anos é de cerca de 3,9%.”

 

FED anuncia criação de programa de emergência

Na quarta-feira, o SVB anunciou que havia vendido vários títulos com prejuízo para reforçar seu balanço, o que causou o pânico e mais investidores retirassem dinheiro do banco.

 

A corrida por saques foi tão intensa em 48 horas, que tornou o banco insolvente.

Assim, na sexta-feira, os reguladores interviram, fecharam o SVB e colocaram-no em liquidação sob o FDIC.

 

O escritório principal e todas as filiais do SVB reabrirão hoje (13/03), e todos os depositantes segurados terão acesso total aos seus depósitos, disse o FDIC, que garante depósitos até US$250 mil.

Contudo, mais de 90% dos depósitos no SVB eram acima desse valor.

 

O Federal Reserve (Fed) anunciou a criação de um programa de emergência para tentar conter os efeitos do colapso do SVB sobre o sistema bancário americano e fornecerá financiamento adicional às instituições depositárias por meio do novo Programa de Financiamento a Prazo do Banco (BTFP), que oferecerá empréstimos com vencimento de até um ano a bancos, associações de poupança, uniões de crédito e outras que comprometem Treasuries, dívidas de agências e títulos garantidos por hipotecas e outros ativos qualificados como garantia.

 

O Fed terá a seu dispor US$ 25 bilhões do Fundo de Estabilização Cambial como lastro para o novo instrumento, mas não espera ter que usar os recursos.

 

Segundo o “The Wall Street Journal”, essa é a 2ª maior falência bancária da história ds EUA, sendo que o SVB é a maior falência desde 2008.

Porém, seus ativos representavam menos de 1% do total do sistema financeiro americano.

 

Uma nova crise financeira adiante?

Especialistas acreditam que isso não gerará uma crise financeira semelhante à de 2008, mas instituições financeiras com perfil semelhante podem ter problemas.

Na sexta-feira, dois bancos regionais americanos, First Republic Bank da Califórnia e Signature Bank, anunciaram sua saída da Bolsa.

Os bancos americanos e globais possuem hoje regulações mais restritivas do que na época da crise de 2008, o que torna o sistema financeiro mais seguro, mas ainda não à prova de falências.

O rápido anúncio do Federal Reserve e do governo americano, garantindo todos os depósitos dos clientes dos dois bancos em intervenção, ajudou a estancar a crise de confiança que se gerou.

Não é vista uma crise sistêmica nos moldes e profundidade que ocorreu em 2008, dado as grandes diferenças que existem hoje e que foram implementadas desde então.

Lembramos que até o momento, não temos notícias acerca de ativos brasileiros que estejam ligados direta ou indiretamente ao SVB. Mas caso tenha dúvidas sobre os ativos que compõem a sua carteira, contate seu assessor ou nos envie uma mensagem! 💬

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